A segurança pública consolida-se como o principal fator de risco social e econômico para o desenvolvimento de Macapá. A série histórica de homicídios revela uma trajetória de violência ascendente e alarmante, partindo de apenas 26 casos em 1989 para picos críticos de 328 mortes em 2021 e 326 em 2023. Essa escalada da violência urbana compromete severamente a qualidade de vida dos moradores, eleva os custos operacionais para as empresas locais e atua como um forte desincentivo para novos investimentos privados de longo prazo. A persistência desses índices elevados de criminalidade evidencia a necessidade urgente de estratégias integradas de segurança que combinem o policiamento ostensivo com políticas sociais focadas na juventude periférica, sob o risco de estrangular o potencial de crescimento socioeconômico da capital.
A taxa de homicídios mede o número de homicídios por 100 mil habitantes ao ano. A OMS classifica taxas acima de 10 como epidemia de violência e acima de 30 como muito alta. É o principal indicador de segurança pública e qualidade de vida urbana, calculado a partir dos dados do Atlas da Violência / IPEA.
Entre 2014 e 2023, Macapá registrou crescimento de 53% — de 40,74 para 62,41.
Tendência
Fonte: IPEA / Atlas da Violência
Vítimas registradas pelas polícias estaduais e consolidadas pelo SINESP (Ministério da Justiça e Segurança Pública). Os números complementam a taxa de homicídios do IPEA com dados mais recentes e recortes específicos de violência letal.
Feminicídios
2
vítimas em 2025
Latrocínios
1
vítimas em 2025
Lesão corporal seguida de morte
5
vítimas em 2025
Mortes no trânsito (por 100.000 hab.)
Tendência
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