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Saúde em Santana

Mortalidade · Leitos · Profissionais · Saneamento

Gerado por IA·Revisado por Painel das Cidades· 27/05/2026

A saúde pública em Santana expõe um paradoxo preocupante entre o fortalecimento da infraestrutura física e a fragilidade dos indicadores de bem-estar básico. Entre 2010 e 2025, houve um avanço consistente na oferta de profissionais e leitos, com a taxa de médicos subindo de 1,09 para 1,91 por mil habitantes, acompanhada pelo aumento de enfermeiros e pela expressiva expansão de leitos regulados pelo SUS, que atingiram o pico de 171 leitos em 2025. O investimento municipal em saúde manteve-se estável, frequentemente aplicando mais de 15% de suas receitas próprias no setor. Apesar desse robustecimento estrutural, a taxa de mortalidade infantil permanece alta e volátil, registrando 19,21 óbitos por mil nascidos vivos em 2023, patamar superior ao registrado em anos anteriores como 2018 (12,72). Essa contradição sugere que, embora a média e alta complexidade hospitalar tenham recebido aportes, a atenção primária, o pré-natal e o acompanhamento materno-infantil básico ainda carecem de eficácia e capilaridade para reverter a perda de vidas evitáveis.

Mortalidade infantil
Fonte
IBGE — Registro Civil

A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.

Entre 2006 e 2023, o indicador de Santana se manteve estável: de 19,28 para 19,21.

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Tendência

A taxa de mortalidade infantil em Santana supera a média nacional em 52%. Esse indicador está diretamente ligado à qualidade do pré-natal, saneamento básico e acesso a unidades de saúde — áreas que demandam atenção prioritária.

Fonte: IBGE

Leitos hospitalares (por 100.000 hab.)
Fonte
DATASUS / IEPS

Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.

Leitos SUS — Cobertura moderada

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Leitos não-SUS (rede privada)

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Tendência

A disponibilidade de leitos hospitalares é um indicador crítico da capacidade do sistema de saúde local. Santana conta com 172 leitos SUS por 100.000 habitantes e 47 leitos privados. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100.000 hab. para um sistema de saúde adequado.

Fonte: IEPS / DATASUS

Profissionais de saúde (por 1.000 hab.)
Fonte
DATASUS / IEPS

Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.

Médicos

Entre 2010 e 2025, Santana registrou crescimento de 75% — de 1,1 para 1,92.

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Tendência

Santana conta com 1,92 médicos por 1.000 habitantes, abaixo do mínimo recomendado pelo CFM (2/1.000). A má distribuição de médicos é um dos principais desafios do sistema de saúde brasileiro.

Enfermeiros

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Fonte: DATASUS / IEPS

Saneamento básico
Fonte
IEPS

Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.

Entre 2010 e 2025, Santana registrou crescimento de 224% — de 16,27% para 52,69%.

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Tendência

52,69% dos domicílios de Santana têm acesso adequado ao saneamento básico. O gráfico mostra a evolução dessa cobertura — melhorias nesse índice têm impacto direto na saúde pública.

Fonte: IEPS