Indicadores Municipais
PIB per capita · Renda · Desigualdade · Emprego · Empresas · Bolsa Família
A economia feirense demonstra uma transição vigorosa de um entreposto comercial tradicional para um polo empresarial diversificado, com o PIB per capita saltando de R$ 12,8 mil em 2010 para mais de R$ 35,4 mil em 2023. Esse dinamismo é corroborado pela explosão no número de empresas ativas, que dobrou entre 2021 e 2023, superando a marca de 30 mil estabelecimentos. No entanto, essa pujança econômica não se reflete de forma homogênea na renda da população: o rendimento médio mensal estagnou em patamares baixos (entre 1,8 e 1,9 salários mínimos), e a dependência do Bolsa Família é massiva, com mais de 180 mil beneficiários recebendo aportes mensais que injetam cerca de R$ 50 milhões na economia local. O mercado de trabalho formal, embora resiliente e com saldo positivo de contratações ao longo dos meses, exibe vulnerabilidades sazonais, especialmente em dezembro, sugerindo uma forte dependência dos setores de comércio e serviços que sofrem com desmobilizações temporárias pós-festividades.
O PIB per capita é o Produto Interno Bruto do município dividido pela sua população. Mede a riqueza econômica média gerada localmente por habitante, em reais. É um indicador de prosperidade econômica, embora não reflita a distribuição de renda entre a população.
Entre 2010 e 2023, Feira de Santana registrou crescimento de 175% — de R$12.896 para R$35.449.
Tendência
Fonte: IBGE
O coeficiente de Gini mede a concentração de renda em uma escala de 0 a 1: 0 representa igualdade total e 1 representa desigualdade máxima. No Brasil, valores acima de 0,50 indicam alta desigualdade. É o principal indicador de distribuição de renda do município.
Média Brasil
0.393
Diferença
+24.7%
Tendência
Fonte: IBGE / PNUD
O rendimento médio mensal dos trabalhadores formais, expresso em salários mínimos. Reflete o poder de compra da força de trabalho local e serve como indicador da qualidade dos empregos formais disponíveis no município. Calculado a partir dos dados do Censo e RAIS/IBGE.
Entre 2022 e 2023, Feira de Santana registrou queda de 5% — de 1,9 para 1,8.
Tendência
Fonte: IBGE
Número de novas admissões no mercado de trabalho formal registradas mensalmente no CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Junto com as demissões, indica a dinâmica do mercado de trabalho local e os movimentos de geração de emprego.
Tendência
Número total de empresas com registro ativo no município segundo o IBGE/CEMPRE. Indica o nível de atividade econômica formal e a capacidade local de geração de empregos. Municípios com mais empresas tendem a ter maior diversificação econômica.
Entre 2008 e 2023, Feira de Santana registrou crescimento de 137% — de 13.003 para 30.841.
Tendência
Fonte: IBGE / CEMPRE
Total de pessoas beneficiárias do Programa Bolsa Família, o principal programa de transferência de renda do Brasil. Indica o nível de vulnerabilidade socioeconômica local. Municípios com alta proporção de beneficiários em relação à população têm maior dependência de políticas sociais.
Pessoas beneficiárias
Valor total transferido
Tendência
Fonte: Governo Federal
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