A saúde pública em Salvador tem sido alvo de um robusto fortalecimento financeiro e estrutural, evidenciado pelo aumento da aplicação de receitas próprias municipais no setor, que passou de 10,59% em 2010 para 23,21% em 2025. Esse investimento contínuo viabilizou uma expansão notável no quadro de profissionais, com a taxa de médicos subindo de 2,88 para 5,51 por mil habitantes e a de enfermeiros de 1,13 para 3,55 no mesmo período, além da manutenção de uma rede de leitos hospitalares ativa tanto no SUS quanto no setor privado. Embora a taxa de mortalidade infantil tenha apresentado flutuações preocupantes, como a elevação para 17,15 em 2022, a tendência histórica geral aponta para uma redução gradual, consolidando-se em 14,86 em 2023, o que reflete os impactos positivos da consolidação da atenção básica e do maior aporte de recursos na qualidade de vida dos recém-nascidos.
A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.
Entre 2006 e 2023, Salvador registrou queda de 32% — de 21,72 para 14,86.
Tendência
Fonte: IBGE
Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.
Leitos SUS — Cobertura moderada
Leitos não-SUS (rede privada)
Tendência
Fonte: IEPS / DATASUS
Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.
Médicos
Entre 2010 e 2025, Salvador registrou crescimento de 91% — de 2,88 para 5,52.
Tendência
Enfermeiros
Fonte: DATASUS / IEPS
Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.
Entre 2010 e 2025, o indicador de Salvador se manteve estável: de 93,12% para 96,11%.
Tendência
Fonte: IEPS
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