Indicadores Municipais
PIB per capita · Renda · Desigualdade · Emprego · Empresas · Bolsa Família
A economia de Vitória demonstra uma impressionante capacidade de geração de riqueza e atração de negócios, evidenciada pelo salto no número de empresas ativas, que passou de 17.051 em 2008 para 37.371 em 2023, acompanhado por um PIB per capita que atingiu R$ 87.520,35 no mesmo ano. Esse vigor corporativo reflete-se em salários médios elevados, que alcançaram 3,8 salários mínimos em 2023, e em um mercado de trabalho formal altamente dinâmico, que manteve saldos de contratação majoritariamente positivos ao longo dos últimos anos, apesar das flutuações sazonais de fim de ano. Contudo, essa pujança econômica convive com uma profunda contradição social: o número de beneficiários do Bolsa Família superou a marca de 50.000 pessoas em 2023 e 2024, com repasses mensais que ultrapassam R$ 13 milhões. Essa dualidade revela que, embora a cidade funcione como um próspero centro financeiro e de serviços, a distribuição de renda permanece altamente concentrada, gerando uma dependência crônica de auxílios estatais por parte de uma parcela vulnerável da população que não consegue se integrar plenamente ao mercado formal de alta qualificação.
O PIB per capita é o Produto Interno Bruto do município dividido pela sua população. Mede a riqueza econômica média gerada localmente por habitante, em reais. É um indicador de prosperidade econômica, embora não reflita a distribuição de renda entre a população.
Entre 2010 e 2023, Vitória registrou crescimento de 34% — de R$65.091 para R$87.520.
Tendência
Fonte: IBGE
O coeficiente de Gini mede a concentração de renda em uma escala de 0 a 1: 0 representa igualdade total e 1 representa desigualdade máxima. No Brasil, valores acima de 0,50 indicam alta desigualdade. É o principal indicador de distribuição de renda do município.
Média Brasil
0.393
Diferença
+19.6%
Tendência
Fonte: IBGE / PNUD
O rendimento médio mensal dos trabalhadores formais, expresso em salários mínimos. Reflete o poder de compra da força de trabalho local e serve como indicador da qualidade dos empregos formais disponíveis no município. Calculado a partir dos dados do Censo e RAIS/IBGE.
Entre 2022 e 2023, o indicador de Vitória se manteve estável: de 3,7 para 3,8.
Tendência
Fonte: IBGE
Número de novas admissões no mercado de trabalho formal registradas mensalmente no CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Junto com as demissões, indica a dinâmica do mercado de trabalho local e os movimentos de geração de emprego.
Tendência
Número total de empresas com registro ativo no município segundo o IBGE/CEMPRE. Indica o nível de atividade econômica formal e a capacidade local de geração de empregos. Municípios com mais empresas tendem a ter maior diversificação econômica.
Entre 2008 e 2023, Vitória registrou crescimento de 119% — de 17.051 para 37.371.
Tendência
Fonte: IBGE / CEMPRE
Total de pessoas beneficiárias do Programa Bolsa Família, o principal programa de transferência de renda do Brasil. Indica o nível de vulnerabilidade socioeconômica local. Municípios com alta proporção de beneficiários em relação à população têm maior dependência de políticas sociais.
Pessoas beneficiárias
Valor total transferido
Tendência
Fonte: Governo Federal
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