Indicadores Municipais
Mortalidade · Leitos · Profissionais · Saneamento
O setor de saúde em Vitória destaca-se como um dos mais estruturados do país, caracterizado por uma oferta abundante e crescente de profissionais, com a relação de médicos saltando de 10,66 por mil habitantes em 2010 para 16,18 em 2025, e de enfermeiros subindo para 6,28 no mesmo período. Essa força de trabalho é amparada por uma rede hospitalar robusta, que equilibra a expansão de leitos privados (não-SUS), que chegaram a 258,6 em 2025, com a manutenção de uma sólida estrutura pública de leitos SUS (417,3 no mesmo ano), financiada por uma aplicação constante de recursos próprios municipais que gira em torno de 17% a 18% da receita (IEPS). Apesar dessa infraestrutura privilegiada, a saúde pública enfrenta gargalos na atenção básica, refletidos na oscilação da taxa de mortalidade infantil, que após atingir um patamar historicamente baixo de 6,69 em 2019, voltou a subir para patamares acima de 10 por mil nascidos vivos em 2022 e 2023. Esse descompasso sugere que, embora a alta complexidade médica seja excelente, a cobertura preventiva e o acompanhamento pré-natal nas periferias ainda necessitam de maior eficiência e capilaridade.
A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.
Entre 2006 e 2023, Vitória registrou queda de 26% — de 14,45 para 10,73.
Tendência
Fonte: IBGE
Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.
Leitos SUS — Cobertura adequada (OMS: 300+)
Leitos não-SUS (rede privada)
Tendência
Fonte: IEPS / DATASUS
Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.
Médicos
Entre 2010 e 2025, Vitória registrou crescimento de 52% — de 10,66 para 16,19.
Tendência
Enfermeiros
Fonte: DATASUS / IEPS
Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.
Entre 2010 e 2025, o indicador de Vitória se manteve estável: de 98,26% para 99,78%.
Tendência
Fonte: IEPS
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