Indicadores Municipais
PIB per capita · Renda · Desigualdade · Emprego · Empresas · Bolsa Família
A trajetória econômica de Campo Grande revela resiliência e forte dinamismo, embora exponha contradições sociais profundas. O PIB per capita municipal apresentou uma expansão vigorosa, saltando de R$ 19.167,99 em 2010 para R$ 47.065,77 em 2023, superando rapidamente a breve retração observada durante a crise sanitária de 2020 (vale notar que os registros anteriores a 2010 constam como inválidos ou indisponíveis na série histórica). Esse avanço é acompanhado por um salto extraordinário no número de empresas ativas, que mais que dobrou entre 2019 (26.108) e 2023 (56.118), sugerindo um ambiente de negócios altamente empreendedor e um forte processo de formalização. O mercado de trabalho formal, caracterizado por um rendimento médio de 3,3 salários mínimos, exibe contratações líquidas positivas na maior parte do ano, embora sofra com a tradicional sazonalidade de demissões em dezembro. Contudo, essa pujança contrasta com a persistência da vulnerabilidade social: o programa Bolsa Família registrou um aumento expressivo no volume de beneficiários (superando 160 mil em alguns meses de 2023) e no valor médio dos benefícios (que saltou de patamares próximos a R$ 170 para cerca de R$ 700), evidenciando que a riqueza gerada no topo não tem sido suficiente para emancipar as camadas mais vulneráveis da dependência de transferência de renda.
O PIB per capita é o Produto Interno Bruto do município dividido pela sua população. Mede a riqueza econômica média gerada localmente por habitante, em reais. É um indicador de prosperidade econômica, embora não reflita a distribuição de renda entre a população.
Entre 2010 e 2023, Campo Grande registrou crescimento de 146% — de R$19.168 para R$47.066.
Tendência
Fonte: IBGE
O coeficiente de Gini mede a concentração de renda em uma escala de 0 a 1: 0 representa igualdade total e 1 representa desigualdade máxima. No Brasil, valores acima de 0,50 indicam alta desigualdade. É o principal indicador de distribuição de renda do município.
Média Brasil
0.393
Diferença
+17.1%
Tendência
Fonte: IBGE / PNUD
O rendimento médio mensal dos trabalhadores formais, expresso em salários mínimos. Reflete o poder de compra da força de trabalho local e serve como indicador da qualidade dos empregos formais disponíveis no município. Calculado a partir dos dados do Censo e RAIS/IBGE.
Entre 2022 e 2023, o indicador de Campo Grande se manteve estável: de 3,3 para 3,3.
Tendência
Fonte: IBGE
Número de novas admissões no mercado de trabalho formal registradas mensalmente no CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Junto com as demissões, indica a dinâmica do mercado de trabalho local e os movimentos de geração de emprego.
Número total de empresas com registro ativo no município segundo o IBGE/CEMPRE. Indica o nível de atividade econômica formal e a capacidade local de geração de empregos. Municípios com mais empresas tendem a ter maior diversificação econômica.
Dados não disponíveis para este município.
Fonte: IBGE / CEMPRE
Total de pessoas beneficiárias do Programa Bolsa Família, o principal programa de transferência de renda do Brasil. Indica o nível de vulnerabilidade socioeconômica local. Municípios com alta proporção de beneficiários em relação à população têm maior dependência de políticas sociais.
Pessoas beneficiárias
Valor total transferido
Tendência
Fonte: Governo Federal
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