Painel das Cidades

Indicadores Municipais

Saúde em Sorriso

Mortalidade · Leitos · Profissionais · Saneamento

Gerado por IA·Revisado por Painel das Cidades· 27/05/2026

A saúde pública em Sorriso reflete um esforço de gestão que esbarra em indicadores sociais complexos. O município demonstra forte compromisso orçamentário, aplicando consistentemente entre 22% e 32% de suas receitas próprias na saúde (IEPS), muito acima do mínimo constitucional. Esse investimento viabilizou um aumento expressivo na densidade de profissionais, com a taxa de médicos saltando de 1,32 por mil habitantes em 2010 para 4,31 em 2025. A oferta de leitos hospitalares também se reestruturou, com os leitos SUS crescendo para 206,9 em 2025, enquanto os leitos não-SUS, após um pico de expansão na década passada, recuaram para 40,9. Apesar desse robusto aporte de recursos e profissionais, a taxa de mortalidade infantil permanece instável e elevada para os padrões de uma cidade rica, flutuando de 7,73 em 2009 para 15,31 em 2020, e situando-se em 10,94 em 2023. Essa desconexão sugere que a expansão da medicina curativa ainda não foi suficiente para compensar as deficiências crônicas nas condições básicas de vida e saneamento da população periférica.

Mortalidade infantil
Fonte
IBGE — Registro Civil

A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.

Entre 2006 e 2023, Sorriso registrou crescimento de 21% — de 9,04 para 10,94.

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Tendência

Sorriso apresenta mortalidade infantil 14% abaixo da média nacional — resultado que reflete melhores condições de saneamento, acesso à saúde pré-natal e qualidade de vida para as famílias.

Fonte: IBGE

Leitos hospitalares (por 100.000 hab.)
Fonte
DATASUS / IEPS

Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.

Leitos SUS — Cobertura moderada

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Leitos não-SUS (rede privada)

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Tendência

A disponibilidade de leitos hospitalares é um indicador crítico da capacidade do sistema de saúde local. Sorriso conta com 207 leitos SUS por 100.000 habitantes e 41 leitos privados. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100.000 hab. para um sistema de saúde adequado.

Fonte: IEPS / DATASUS

Profissionais de saúde (por 1.000 hab.)
Fonte
DATASUS / IEPS

Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.

Médicos

Entre 2010 e 2025, Sorriso registrou crescimento de 227% — de 1,32 para 4,32.

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Tendência

Com 4,32 médicos por 1.000 habitantes, Sorriso atende à recomendação do Conselho Federal de Medicina (CFM) de ao menos 2 médicos/1.000 hab. Esse nível de cobertura favorece o acesso da população ao atendimento médico.

Enfermeiros

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Fonte: DATASUS / IEPS

Saneamento básico
Fonte
IEPS

Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.

Entre 2010 e 2025, Sorriso registrou crescimento de 350% — de 12,35% para 55,63%.

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Tendência

55,63% dos domicílios de Sorriso têm acesso adequado ao saneamento básico. O gráfico mostra a evolução dessa cobertura — melhorias nesse índice têm impacto direto na saúde pública.

Fonte: IEPS