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Saúde em Baião

Mortalidade · Leitos · Profissionais · Saneamento

Gerado por IA·Revisado por Painel das Cidades· 29/05/2026

O sistema de saúde de Baião enfrenta gargalos estruturais crônicos que comprometem diretamente o bem-estar da população e a eficiência da atenção básica. A taxa de mortalidade infantil é um indicador crítico de vulnerabilidade, apresentando forte instabilidade ao longo dos anos, registrando 22,3 óbitos por mil nascidos vivos em 2022 e 17,72 em 2023, o que aponta para falhas na cobertura de pré-natal e assistência materno-infantil. Essa precariedade é agravada pela escassez severa de profissionais de medicina, com a densidade de médicos flutuando em patamares muito baixos (0,31 por mil habitantes em 2025), enquanto a de enfermeiros (0,49 em 2025) apresenta uma leve melhora histórica, mas ainda insuficiente. Além disso, há um encolhimento contínuo na oferta de leitos hospitalares vinculados ao SUS, que caíram de 84,4 por mil habitantes em 2010 para 58,0 em 2025, sem qualquer compensação relevante no setor privado (leitos não-SUS mantêm-se em apenas 1,75). Embora o município aplique regularmente entre 15% e 16% de suas receitas próprias na saúde, o volume absoluto de recursos mostra-se incapaz de reverter o quadro de desassistência e garantir a segurança epidemiológica.

Mortalidade infantil
Fonte
IBGE — Registro Civil

A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.

Entre 2006 e 2023, Baião registrou queda de 14% — de 20,68 para 17,72.

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Tendência

A taxa de mortalidade infantil em Baião supera a média nacional em 40%. Esse indicador está diretamente ligado à qualidade do pré-natal, saneamento básico e acesso a unidades de saúde — áreas que demandam atenção prioritária.

Fonte: IBGE

Leitos hospitalares (por 100.000 hab.)
Fonte
DATASUS / IEPS

Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.

Leitos SUS — Cobertura baixa

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Leitos não-SUS (rede privada)

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Tendência

A disponibilidade de leitos hospitalares é um indicador crítico da capacidade do sistema de saúde local. Baião conta com 58 leitos SUS por 100.000 habitantes e 2 leitos privados. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100.000 hab. para um sistema de saúde adequado.

Fonte: IEPS / DATASUS

Profissionais de saúde (por 1.000 hab.)
Fonte
DATASUS / IEPS

Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.

Médicos

Entre 2010 e 2025, Baião registrou crescimento de 66% — de 0,19 para 0,32.

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Tendência

Baião é considerado um deserto médico, com apenas 0,32 médico(s) por 1.000 hab. — muito abaixo do mínimo recomendado pelo CFM. Isso impõe barreiras sérias ao acesso da população a cuidados de saúde.

Enfermeiros

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Fonte: DATASUS / IEPS

Saneamento básico
Fonte
IEPS

Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.

Entre 2010 e 2025, Baião registrou queda de 82% — de 24,24% para 4,4%.

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Tendência

Apenas 4,4% dos domicílios têm saneamento básico adequado em Baião. Essa cobertura precária está associada a maior incidência de doenças infecciosas e maiores taxas de mortalidade infantil.

Fonte: IEPS