Indicadores Municipais
Mortalidade · Leitos · Profissionais · Saneamento
O sistema de saúde de Porto de Moz opera sob forte pressão e dependência exclusiva da rede pública, evidenciada pela total ausência de leitos não vinculados ao SUS ao longo de toda a série histórica. Embora o número de leitos SUS tenha sofrido uma leve redução (de 146 em 2010 para cerca de 129 em 2025), a oferta de profissionais de enfermagem apresentou melhora, alcançando 0,58 por mil habitantes em 2025, enquanto a densidade de médicos permanece estagnada em patamares muito baixos (0,22 por mil habitantes). O saneamento básico, historicamente crítico com apenas 12,98% dos domicílios atendidos até 2021, registrou uma melhora significativa para 33,33% a partir de 2022, mas ainda deixa dois terços da população sem cobertura adequada. Essa infraestrutura deficitária reflete-se diretamente na taxa de mortalidade infantil, que exibe uma volatilidade alarmante (com picos de 27,34 em 2019 e quedas para 8,2 em 2020), indicando que a saúde básica local ainda carece de estabilidade e resiliência para garantir a segurança sanitária da população infantil.
A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.
Entre 2006 e 2023, Porto de Moz registrou queda de 11% — de 15,72 para 14,06.
Tendência
Fonte: IBGE
Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.
Leitos SUS — Cobertura baixa
Leitos não-SUS (rede privada)
Tendência
Fonte: IEPS / DATASUS
Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.
Médicos
Entre 2010 e 2025, Porto de Moz registrou crescimento de 55% — de 0,15 para 0,23.
Tendência
Enfermeiros
Fonte: DATASUS / IEPS
Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.
Entre 2010 e 2025, Porto de Moz registrou crescimento de 157% — de 12,99% para 33,34%.
Tendência
Fonte: IEPS
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