Painel das Cidades

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Saúde em Nova Iguaçu

Mortalidade · Leitos · Profissionais · Saneamento

Gerado por IA·Revisado por Painel das Cidades· 27/05/2026

A saúde pública em Nova Iguaçu demonstra avanços estruturais na oferta de profissionais, embora enfrente desafios de financiamento e oscilações nos resultados de bem-estar. A densidade de profissionais de saúde por habitante cresceu de forma consistente: a taxa de médicos subiu de 2,35 em 2010 para 3,57 em 2025, enquanto a de enfermeiros saltou de 0,51 para 1,62 no mesmo período, indicando um fortalecimento da capacidade de atendimento clínico. A mortalidade infantil, embora tenha apresentado uma trajetória geral de queda em relação aos patamares de 2006 (19,75), ainda exibe oscilações preocupantes, registrando 16,0 em 2022 e 14,96 em 2023, patamares considerados moderados que demandam atenção na atenção básica à gestante. A infraestrutura de leitos hospitalares mostra uma predominância recente de leitos não vinculados ao SUS (80,16 em 2025) em comparação aos leitos SUS (93,21 em 2025, após anos de retração na década anterior). Esse equilíbrio é tensionado pela redução progressiva da aplicação de receitas próprias do município em saúde (IEPS), que caiu de um pico de 28,68% em 2015 para 16,53% em 2025, o que pode comprometer a sustentabilidade financeira da rede pública frente a uma população altamente dependente do SUS.

Mortalidade infantil
Fonte
IBGE — Registro Civil

A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.

Entre 2006 e 2023, Nova Iguaçu registrou queda de 24% — de 19,75 para 14,96.

MunicípioMédia BR

Tendência

A taxa de mortalidade infantil em Nova Iguaçu supera a média nacional em 18%. Esse indicador está diretamente ligado à qualidade do pré-natal, saneamento básico e acesso a unidades de saúde — áreas que demandam atenção prioritária.

Fonte: IBGE

Leitos hospitalares (por 100.000 hab.)
Fonte
DATASUS / IEPS

Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.

Leitos SUS — Cobertura baixa

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Leitos não-SUS (rede privada)

MunicípioMédia BR

Tendência

A disponibilidade de leitos hospitalares é um indicador crítico da capacidade do sistema de saúde local. Nova Iguaçu conta com 93 leitos SUS por 100.000 habitantes e 80 leitos privados. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100.000 hab. para um sistema de saúde adequado.

Fonte: IEPS / DATASUS

Profissionais de saúde (por 1.000 hab.)
Fonte
DATASUS / IEPS

Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.

Médicos

Entre 2010 e 2025, Nova Iguaçu registrou crescimento de 52% — de 2,36 para 3,57.

MunicípioMédia BR

Tendência

Com 3,57 médicos por 1.000 habitantes, Nova Iguaçu atende à recomendação do Conselho Federal de Medicina (CFM) de ao menos 2 médicos/1.000 hab. Esse nível de cobertura favorece o acesso da população ao atendimento médico.

Enfermeiros

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Fonte: DATASUS / IEPS

Saneamento básico
Fonte
IEPS

Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.

Entre 2010 e 2025, Nova Iguaçu registrou crescimento de 8% — de 83,89% para 90,46%.

MunicípioMédia BR

Tendência

90,46% dos domicílios de Nova Iguaçu têm acesso adequado ao saneamento básico — cobertura quase universal que contribui diretamente para a redução de doenças de veiculação hídrica e melhoria da mortalidade infantil.

Fonte: IEPS