Painel das Cidades

Indicadores Municipais

Economia em Rio de Janeiro

PIB per capita · Renda · Desigualdade · Emprego · Empresas · Bolsa Família

Gerado por IA·Revisado por Painel das Cidades· 25/05/2026

A trajetória econômica do município demonstra forte resiliência e capacidade de recuperação, com o PIB per capita saltando de R$ 32,9 mil em 2010 para R$ 67,3 mil em 2023, apesar do severo recuo observado durante a crise pandêmica de 2020. Esse dinamismo é corroborado pela impressionante expansão do setor produtivo, com o total de empresas saltando de 175 mil em 2008 para mais de 385 mil em 2023, sinalizando um ambiente de negócios atrativo e em constante formalização. No entanto, o mercado de trabalho exibe alta rotatividade, conforme os dados de admissões e demissões (CAGED) entre 2020 e 2026, evidenciando a volatilidade do emprego formal. A contradição mais severa da economia carioca reside na coexistência de um rendimento médio elevado de 3,9 salários mínimos com uma dependência massiva de programas de transferência de renda. O salto no número de beneficiários do Bolsa Família, que ultrapassou 1,3 milhão de pessoas em 2023 com benefícios médios elevados para a casa dos R$ 660, expõe uma profunda fratura social, onde a riqueza gerada no topo não se distribui de forma homogênea, mantendo uma parcela significativa da população sob vulnerabilidade econômica.

PIB per capita
Fonte
IBGE — PIB dos Municípios

O PIB per capita é o Produto Interno Bruto do município dividido pela sua população. Mede a riqueza econômica média gerada localmente por habitante, em reais. É um indicador de prosperidade econômica, embora não reflita a distribuição de renda entre a população.

Entre 2010 e 2023, Rio de Janeiro registrou crescimento de 105% — de R$32.920 para R$67.372.

MunicípioMédia BR

Tendência

Rio de Janeiro gera 67% mais riqueza por habitante do que a média nacional — reflexo de uma base econômica mais produtiva ou de uma população relativamente menor frente ao volume de atividade econômica local.

Fonte: IBGE

Índice de Gini — desigualdade de renda
Fonte
IBGE — Censo Demográfico

O coeficiente de Gini mede a concentração de renda em uma escala de 0 a 1: 0 representa igualdade total e 1 representa desigualdade máxima. No Brasil, valores acima de 0,50 indicam alta desigualdade. É o principal indicador de distribuição de renda do município.

0.480Alta desigualdade2003
Rio de Janeiro
Média BR
0.3
0.4
0.5
0.6
igualitáriodesigual

Média Brasil

0.393

Diferença

+22.2%

Tendência

O Gini 0.480 de Rio de Janeiro está 22% acima da média nacional, indicando que a riqueza gerada na cidade está concentrada em parcela reduzida da população.

Fonte: IBGE / PNUD

Renda média dos trabalhadores formais
Fonte
IBGE — Cadastro Central de Empresas

O rendimento médio mensal dos trabalhadores formais, expresso em salários mínimos. Reflete o poder de compra da força de trabalho local e serve como indicador da qualidade dos empregos formais disponíveis no município. Calculado a partir dos dados do Censo e RAIS/IBGE.

Entre 2022 e 2023, o indicador de Rio de Janeiro se manteve estável: de 3,9 para 3,9.

MunicípioMédia BR

Tendência

Os trabalhadores formais de Rio de Janeiro ganham em média 3,9 salários mínimos — 94% acima da média nacional — o que tende a impulsionar o consumo local e a qualidade de vida.

Fonte: IBGE

Mercado de trabalho formal (CAGED)
Fonte
MTE — Novo CAGED

Número de novas admissões no mercado de trabalho formal registradas mensalmente no CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Junto com as demissões, indica a dinâmica do mercado de trabalho local e os movimentos de geração de emprego.

AdmissõesDesligamentosMédia BR (Adm.)Média BR (Des.)

Tendência

No período mais recente, Rio de Janeiro registrou 10.483 admissões a mais do que desligamentos no emprego formal — sinal positivo de geração líquida de empregos.

Fonte: Ministério do Trabalho / CAGED

Total de empresas ativas
Fonte
IBGE — Cadastro Central de Empresas

Número total de empresas com registro ativo no município segundo o IBGE/CEMPRE. Indica o nível de atividade econômica formal e a capacidade local de geração de empregos. Municípios com mais empresas tendem a ter maior diversificação econômica.

Entre 2008 e 2023, Rio de Janeiro registrou crescimento de 120% — de 175.025 para 385.312.

MunicípioMédia BR

Tendência

Rio de Janeiro conta com 385.312 empresas ativas, refletindo o nível de formalização econômica e a capacidade local de geração de emprego e renda. Municípios com maior número de empresas tendem a ter economia mais diversificada e resiliente.

Fonte: IBGE / CEMPRE

Bolsa Família - assistência social
Fonte
MDS — Sistema SAGI

Total de pessoas beneficiárias do Programa Bolsa Família, o principal programa de transferência de renda do Brasil. Indica o nível de vulnerabilidade socioeconômica local. Municípios com alta proporção de beneficiários em relação à população têm maior dependência de políticas sociais.

Pessoas beneficiárias

MunicípioMédia BR

Valor total transferido

MunicípioMédia BR

Tendência

O governo federal transferiu R$285.4 mi para as 997.731 pessoas beneficiárias do Bolsa Família em Rio de Janeiro. Esses recursos entram diretamente na economia local, sustentando o consumo das famílias de menor renda.

Fonte: Governo Federal