Painel das Cidades

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Saúde em Balneário Camboriú

Mortalidade · Leitos · Profissionais · Saneamento

Gerado por IA·Revisado por Painel das Cidades· 25/05/2026

O setor de saúde de Balneário Camboriú apresenta indicadores de excelência técnica, mas revela uma preocupante assimetria na distribuição de recursos. A taxa de mortalidade infantil mantém-se sob relativo controle, registrando 7,86 óbitos por mil nascidos vivos em 2023, após atingir patamares ainda menores em anos anteriores. A oferta de profissionais é excepcionalmente alta, com a densidade de médicos ultrapassando 10 por mil habitantes em 2024 e 2025, acompanhada pelo crescimento no número de enfermeiros. Contudo, a infraestrutura hospitalar mostra uma clara divisão de classes: enquanto os leitos não-SUS (privados) mantiveram-se estáveis e robustos (em torno de 157 em 2025), os leitos destinados ao SUS sofreram um declínio severo e contínuo, despencando de 218 em 2011 para apenas 77 em 2025. Essa redução drástica na capacidade de atendimento público, mesmo com o município aplicando constantemente mais de 26% de suas receitas próprias em saúde, aponta para um gargalo crítico que pode sobrecarregar o sistema público e desatender a parcela da população que não tem acesso à saúde suplementar.

Mortalidade infantil
Fonte
IBGE — Registro Civil

A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.

Entre 2006 e 2023, Balneário Camboriú registrou queda de 32% — de 11,55 para 7,86.

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Tendência

Balneário Camboriú apresenta mortalidade infantil 38% abaixo da média nacional — resultado que reflete melhores condições de saneamento, acesso à saúde pré-natal e qualidade de vida para as famílias.

Fonte: IBGE

Leitos hospitalares (por 100.000 hab.)
Fonte
DATASUS / IEPS

Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.

Leitos SUS — Cobertura baixa

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Leitos não-SUS (rede privada)

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Tendência

A disponibilidade de leitos hospitalares é um indicador crítico da capacidade do sistema de saúde local. Balneário Camboriú conta com 78 leitos SUS por 100.000 habitantes e 158 leitos privados. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100.000 hab. para um sistema de saúde adequado.

Fonte: IEPS / DATASUS

Profissionais de saúde (por 1.000 hab.)
Fonte
DATASUS / IEPS

Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.

Médicos

Entre 2010 e 2025, Balneário Camboriú registrou crescimento de 121% — de 4,68 para 10,36.

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Tendência

Com 10,36 médicos por 1.000 habitantes, Balneário Camboriú atende à recomendação do Conselho Federal de Medicina (CFM) de ao menos 2 médicos/1.000 hab. Esse nível de cobertura favorece o acesso da população ao atendimento médico.

Enfermeiros

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Fonte: DATASUS / IEPS

Saneamento básico
Fonte
IEPS

Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.

Entre 2010 e 2025, o indicador de Balneário Camboriú se manteve estável: de 98,98% para 99,46%.

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Tendência

99,46% dos domicílios de Balneário Camboriú têm acesso adequado ao saneamento básico — cobertura quase universal que contribui diretamente para a redução de doenças de veiculação hídrica e melhoria da mortalidade infantil.

Fonte: IEPS