Indicadores Municipais
Mortalidade · Leitos · Profissionais · Saneamento
Ribeirão Preto é amplamente reconhecida como um polo de excelência médica, fato corroborado pela altíssima densidade de profissionais de saúde. O indicador de médicos por mil habitantes cresceu de forma consistente, saindo de 5,06 em 2010 para impressionantes 9,12 em 2025, patamar muito superior à média nacional, acompanhado pelo incremento de enfermeiros (de 1,39 para 3,15 no mesmo período). A infraestrutura hospitalar mostra-se robusta, embora revele uma sutil mudança de perfil: enquanto a taxa de leitos não-SUS expandiu-se significativamente (de 108,17 em 2010 para picos de 144,59 em 2020), os leitos destinados ao SUS apresentaram uma leve oscilação negativa, situando-se em 199,27 em 2025. O município compromete uma parcela expressiva de suas receitas próprias com a saúde, mantendo o indicador do IEPS acima de 20% ao longo de toda a série histórica, embora tenha havido uma redução gradual de 27,41% em 2010 para 20,94% em 2025. Apesar dessa estrutura privilegiada, a saúde pública enfrenta um sinal de alerta crítico: a taxa de mortalidade infantil, que havia atingido seu melhor nível histórico em 2020 (7,12 óbitos por mil nascidos vivos), sofreu uma elevação preocupante nos anos seguintes, atingindo 12,80 em 2023. Esse repique sugere possíveis gargalos na atenção primária e no acompanhamento pré-natal, apontando que a abundância de recursos e profissionais de alta complexidade precisa ser melhor coordenada com a assistência básica voltada às famílias de menor renda.
A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.
Entre 2006 e 2023, Ribeirão Preto registrou crescimento de 26% — de 10,14 para 12,8.
Tendência
Fonte: IBGE
Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.
Leitos SUS — Cobertura moderada
Leitos não-SUS (rede privada)
Tendência
Fonte: IEPS / DATASUS
Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.
Médicos
Entre 2010 e 2025, Ribeirão Preto registrou crescimento de 80% — de 5,07 para 9,12.
Tendência
Enfermeiros
Fonte: DATASUS / IEPS
Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.
Entre 2010 e 2025, o indicador de Ribeirão Preto se manteve estável: de 98,61% para 99,02%.
Tendência
Fonte: IEPS
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