Indicadores Municipais
PIB per capita · Renda · Desigualdade · Emprego · Empresas · Bolsa Família
O perfil econômico do município é marcado por uma robusta recuperação e expansão. O PIB per capita saltou de R$ 81.600,94 em 2010 para expressivos R$ 136.147,10 em 2023, refletindo uma economia de alta produtividade. Esse movimento é acompanhado por um verdadeiro boom no tecido empresarial, com o total de empresas saltando de cerca de 10 mil em 2016 para mais de 21 mil em 2023, sugerindo forte atratividade para negócios e formalização de microempreendedores. O mercado de trabalho é dinâmico, embora caracterizado por alta rotatividade, com admissões e desligamentos mensais elevados que frequentemente se equilibram, como observado nos dados de 2024 a 2026. Contudo, essa pujança contrasta com a realidade social: o Programa Bolsa Família registrou um aumento expressivo no número de beneficiários, passando de cerca de 3,4 mil famílias em 2015 para mais de 6,2 mil no início de 2026, com o valor médio do benefício saltando de R$ 141,00 para mais de R$ 660,00 no mesmo período. Nota-se ainda uma distorção severa nos valores pagos do Bolsa Família em meados de 2020 (com médias que caíram para a faixa de R$ 12,00 a R$ 36,00), o que aponta para uma provável inconsistência de registro ou transição de políticas durante a pandemia. Esse crescimento da assistência social em uma cidade de PIB tão elevado revela uma dualidade econômica, onde a geração de riqueza não impede a expansão da vulnerabilidade local.
O PIB per capita é o Produto Interno Bruto do município dividido pela sua população. Mede a riqueza econômica média gerada localmente por habitante, em reais. É um indicador de prosperidade econômica, embora não reflita a distribuição de renda entre a população.
Entre 2010 e 2023, São Caetano do Sul registrou crescimento de 67% — de R$81.601 para R$136.147.
Tendência
Fonte: IBGE
O coeficiente de Gini mede a concentração de renda em uma escala de 0 a 1: 0 representa igualdade total e 1 representa desigualdade máxima. No Brasil, valores acima de 0,50 indicam alta desigualdade. É o principal indicador de distribuição de renda do município.
Média Brasil
0.393
Diferença
-8.4%
Tendência
Fonte: IBGE / PNUD
O rendimento médio mensal dos trabalhadores formais, expresso em salários mínimos. Reflete o poder de compra da força de trabalho local e serve como indicador da qualidade dos empregos formais disponíveis no município. Calculado a partir dos dados do Censo e RAIS/IBGE.
Entre 2022 e 2023, São Caetano do Sul registrou queda de 6% — de 3,1 para 2,9.
Tendência
Fonte: IBGE
Número de novas admissões no mercado de trabalho formal registradas mensalmente no CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Junto com as demissões, indica a dinâmica do mercado de trabalho local e os movimentos de geração de emprego.
Tendência
Número total de empresas com registro ativo no município segundo o IBGE/CEMPRE. Indica o nível de atividade econômica formal e a capacidade local de geração de empregos. Municípios com mais empresas tendem a ter maior diversificação econômica.
Entre 2008 e 2023, São Caetano do Sul registrou crescimento de 107% — de 10.322 para 21.377.
Tendência
Fonte: IBGE / CEMPRE
Total de pessoas beneficiárias do Programa Bolsa Família, o principal programa de transferência de renda do Brasil. Indica o nível de vulnerabilidade socioeconômica local. Municípios com alta proporção de beneficiários em relação à população têm maior dependência de políticas sociais.
Pessoas beneficiárias
Valor total transferido
Tendência
Fonte: Governo Federal
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