Painel das Cidades

Indicadores Municipais

Desenvolvimento em Campo Grande

IDH · Educação · IDEB · Habitação popular

Gerado por IA·Revisado por Painel das Cidades· 26/05/2026

O desenvolvimento humano e a infraestrutura urbana de Campo Grande registraram avanços históricos notáveis, embora o quadro de desigualdade ainda se imponha como um desafio estrutural. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) municipal evoluiu de um patamar considerado baixo em 1991 (0.563) para um nível elevado em 2010 (0.784), impulsionado pela quase universalização do acesso à educação básica, que mantém taxas de escolarização estáveis em torno de 98%. No campo da infraestrutura, destaca-se a evolução do saneamento básico: após um longo período de aparente estagnação em 60,26% (provavelmente decorrente da falta de atualização periódica dos dados entre 2010 e 2021), o indicador de domicílios com saneamento adequado saltou para 89,18% a partir de 2022, representando um salto qualitativo crucial para a saúde pública. Esse avanço estrutural foi complementado por investimentos contínuos em habitação popular através do programa Minha Casa Minha Vida, que financiou milhares de unidades habitacionais ao longo dos anos. Para consolidar-se como uma cidade plenamente desenvolvida, o município precisa traduzir essa robusta infraestrutura física em redução efetiva da desigualdade de renda, historicamente marcada por um índice de Gini de 0,46 em 2003.

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)
Fonte
IBGE / PNUD

O Índice de Desenvolvimento Humano combina longevidade, educação e renda em uma escala de 0 a 1. Municípios com IDH acima de 0,800 têm desenvolvimento muito alto; entre 0,700 e 0,799, alto; entre 0,555 e 0,699, médio; abaixo de 0,555, baixo. É o principal indicador de bem-estar social dos municípios brasileiros.

Entre 1991 e 2010, Campo Grande registrou crescimento de 39% — de 0.563 para 0.784.

MunicípioMédia BR

Tendência

O IDH de Campo Grande (0.784) está 19% acima da média nacional. O gráfico histórico mostra a trajetória de desenvolvimento humano do município ao longo dos anos.

Fonte: PNUD / IBGE

Taxa de matrículas escolares
Fonte
IBGE / PNUD

Percentual de crianças entre 6 e 14 anos matriculadas na escola. Uma taxa próxima a 100% indica que quase todas as crianças em idade escolar estão na rede de ensino regular. É o principal indicador do acesso à educação básica obrigatória no município.

Entre 2010 e 2022, o indicador de Campo Grande se manteve estável: de 98% para 98,1%.

MunicípioMédia BR

Tendência

98,1% das crianças de 6 a 14 anos de Campo Grande estão matriculadas na escola — cobertura quase universal que garante o acesso à educação básica obrigatória para praticamente todas as crianças em idade escolar.

Fonte: IBGE

Qualidade da educação (IDEB)
Fonte
MEC / INEP

O IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) combina o desempenho dos alunos no SAEB com as taxas de aprovação, numa escala de 0 a 10. Este indicador cobre os anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano) na rede pública. A meta nacional para 2021 era 6,0 — referência de qualidade de países desenvolvidos.

Anos iniciais (1º ao 5º ano)

MunicípioMédia BR

Anos finais (6º ao 9º ano)

MunicípioMédia BR

Ensino médio

MunicípioMédia BR

Tendência

O IDEB de 5,3 nos anos iniciais da rede pública de Campo Grande está abaixo da média nacional (5,8) e da meta de 6,0. O índice combina aprendizado medido pelo SAEB com aprovação escolar — valores baixos sinalizam desafios na qualidade do ensino fundamental.

Fonte: MEC / INEP

Minha Casa Minha Vida (MCMV)
Fonte
Ministério das Cidades

Número de unidades habitacionais financiadas pelo programa Minha Casa Minha Vida no município. Indica o volume de habitação popular construída com subsídio federal, refletindo o esforço do governo em reduzir o déficit habitacional entre famílias de baixa renda.

Unidades financiadas

MunicípioMédia BR

Valor de subsídio (OGU/FGTS)

MunicípioMédia BR

Valor de financiamento

MunicípioMédia BR

Tendência

O programa Minha Casa Minha Vida financiou 2.675 unidades habitacionais em Campo Grande, com R$41.3 mi em subsídios. Esses investimentos reduzem o déficit habitacional e beneficiam famílias de baixa renda com moradia subsidiada pelo governo federal.

Fonte: Ministério das Cidades