Vale a pena viver ou investir em Belém do São Francisco?
Duas leituras de 0 a 100 que comparam Belém do São Franciscoà média dos municípios brasileiros — mas, em vez de só mostrar números, abaixo interpretamos o que eles significam: onde a cidade se destaca, onde fica para trás e o que as séries históricas vêm revelando. Nota 50 equivale a “exatamente na média nacional”.
🏘️51
Viver
Regular
Qualidade de vida: saúde, segurança, educação, saneamento e habitação.
Para quem pensa em viver em Belém do São Francisco, a nota 51 esconde um perfil desigual: segurança e saúde acima da média, habitação e educação abaixo. O melhor indicador é mortes no trânsito (5,4 por 100 mil hab. ante 20,6 por 100 mil hab. na média nacional). O que mais derruba a nota é MCMV (0,91 unidades/mil hab. ante 2,93 unidades/mil hab. na média).
A mortalidade infantil caiu de 12,7 por mil nascidos em 2015 para 7,2 por mil nascidos em 2023. No mesmo período, a média nacional ficou praticamente estável (12,7 por mil nascidos → 12,7 por mil nascidos).
Mortalidade infantil: 12,7 por mil nascidos (2015) → 7,2 por mil nascidos (2023)
Média nacional no período: 12,7 por mil nascidos → 12,7 por mil nascidos
Nota composta por 10 de 10 indicadores · dados atualizados até 2025
📈43
Investir
Regular
Força econômica: produção, renda, mercado de trabalho e vulnerabilidade social.
Para quem pensa em investir em Belém do São Francisco, a nota 43 esconde um perfil desigual: mercado de trabalho acima da média, vulnerabilidade social e crescimento abaixo. O melhor indicador é saldo de empregos (2,9 vagas/mil hab. ante 1,18 vagas/mil hab. na média nacional). O que mais derruba a nota é bolsa Família (636,96 benef./mil hab. ante 230,54 benef./mil hab. na média).
O número de empresas ativas subiu de 135 em 2015 para 385 em 2023. A média nacional se moveu na mesma direção (962 → 2.004), em ritmo mais intenso que o local.
Nota composta por 8 de 8 indicadores · dados atualizados até 2026
Pano de fundo
O contexto que liga as duas notas
Dinâmica populacional
A população passou de 20.678 para 18.648 habitantes entre 2014 e 2025 (-9,8%), ante +5,3% da média dos municípios brasileiros. Perda contínua de moradores costuma indicar migração por falta de oportunidades e pressiona a arrecadação local.