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Segurança em Recife

Taxa de homicídios por 100.000 habitantes

Gerado por IA·Revisado por Painel das Cidades· 26/05/2026

A segurança pública em Recife é um desafio histórico marcado por ciclos de violência e extrema volatilidade. A análise histórica de homicídios revela que a cidade viveu seu período mais crítico entre o final dos anos 1990 e meados dos anos 2000, registrando picos alarmantes como 1.115 mortes em 1998 e 1.049 em 2006. A partir de 2010, observa-se uma tendência geral de redução, alcançando o menor patamar em 2014 com 481 casos. No entanto, a incapacidade de consolidar essa queda é evidente nas oscilações subsequentes: o indicador voltou a subir drasticamente para 830 em 2017, recuou para 523 em 2019 e apresentou nova tendência de alta nos anos seguintes, registrando 691 homicídios em 2023. Essa instabilidade crônica sugere que as políticas de segurança pública enfrentam dificuldades de sustentabilidade a longo prazo, sendo fortemente impactadas por dinâmicas socioeconômicas periféricas, disputas territoriais e a falta de oportunidades estruturais para a juventude, o que continua a afetar negativamente a percepção de qualidade de vida e o ambiente de negócios na capital.

Taxa de homicídios
Fonte
IPEA — Atlas da Violência

A taxa de homicídios mede o número de homicídios por 100 mil habitantes ao ano. A OMS classifica taxas acima de 10 como epidemia de violência e acima de 30 como muito alta. É o principal indicador de segurança pública e qualidade de vida urbana, calculado a partir dos dados do Atlas da Violência / IPEA.

Entre 2014 e 2023, Recife registrou crescimento de 39% — de 29,9 para 41,6.

MunicípioMédia BR

Tendência

A taxa de homicídios em Recife (41,6/100.000 hab.) supera a média nacional em 38%. A OMS classifica taxas acima de 30 como epidemia de violência — um estado que demanda políticas públicas urgentes.

Fonte: IPEA / Atlas da Violência