Indicadores Municipais
Mortalidade · Leitos · Profissionais · Saneamento
A saúde pública em Imbituba exibe uma evolução estrutural consistente, sustentada por investimentos municipais robustos, com a aplicação de receitas próprias de saúde (IEPS) frequentemente superando os 24%, bem acima do limite constitucional. Esse aporte financeiro reflete-se no aumento contínuo da densidade de profissionais, com a taxa de médicos subindo de 1,57 por mil habitantes em 2010 para 2,65 em 2025, e a de enfermeiros escalando de 0,53 para 1,27 no mesmo período. A mortalidade infantil, embora historicamente volátil devido ao baixo número absoluto de óbitos que distorce as taxas anuais, atingiu o excelente patamar de 1,58 por mil nascidos vivos em 2023. Em contrapartida, observa-se uma redução gradual na oferta de leitos hospitalares (tanto SUS quanto não-SUS), o que pode sugerir um processo de otimização da atenção primária ou uma dependência crescente de redes hospitalares regionais de maior complexidade nas cidades vizinhas.
A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.
Entre 2006 e 2023, Imbituba registrou queda de 92% — de 19,15 para 1,58.
Tendência
Fonte: IBGE
Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.
Leitos SUS — Cobertura baixa
Leitos não-SUS (rede privada)
Tendência
Fonte: IEPS / DATASUS
Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.
Médicos
Entre 2010 e 2025, Imbituba registrou crescimento de 68% — de 1,58 para 2,65.
Tendência
Enfermeiros
Fonte: DATASUS / IEPS
Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.
Entre 2010 e 2025, Imbituba registrou crescimento de 53% — de 61,56% para 94,19%.
Tendência
Fonte: IEPS
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