Indicadores Municipais
IDH · Educação · Habitação popular
O desenvolvimento humano e urbano de Belo Horizonte consolida a cidade no topo das metrópoles nacionais, embora sob a sombra da desigualdade estrutural. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) municipal saltou de um patamar médio de 0,602 em 1991 para um nível considerado muito alto de 0,810 em 2010, impulsionado por avanços estruturais. A infraestrutura urbana é um ponto forte inquestionável, com a cobertura de saneamento básico atingindo quase a universalidade (97,4% dos domicílios a partir de 2022) e a taxa de escolarização consolidada em excelentes 98,67% em 2022. Para mitigar o déficit habitacional e promover a inclusão territorial, o município manteve uma contratação ativa de unidades do programa Minha Casa Minha Vida, com destaque para os anos de 2023 e 2024, que somaram mais de 8,6 mil unidades financiadas com aportes expressivos. Contudo, o histórico índice de Gini de 0,42 registrado em 2003 e a persistente necessidade de transferências de renda em larga escala demonstram que o principal desafio de Belo Horizonte para o futuro não é a falta de infraestrutura ou de riqueza, mas sim a sua distribuição espacial e social, exigindo políticas de desenvolvimento que conectem a periferia ao dinamismo do centro econômico.
O Índice de Desenvolvimento Humano combina longevidade, educação e renda em uma escala de 0 a 1. Municípios com IDH acima de 0,800 têm desenvolvimento muito alto; entre 0,700 e 0,799, alto; entre 0,555 e 0,699, médio; abaixo de 0,555, baixo. É o principal indicador de bem-estar social dos municípios brasileiros.
Entre 1991 e 2010, Belo Horizonte registrou crescimento de 35% — de 0.602 para 0.810.
Tendência
Fonte: PNUD / IBGE
Percentual de crianças entre 6 e 14 anos matriculadas na escola. Uma taxa próxima a 100% indica que quase todas as crianças em idade escolar estão na rede de ensino regular. É o principal indicador do acesso à educação básica obrigatória no município.
Entre 2010 e 2022, o indicador de Belo Horizonte se manteve estável: de 97,6% para 98,7%.
Tendência
Fonte: IBGE
Número de unidades habitacionais financiadas pelo programa Minha Casa Minha Vida no município. Indica o volume de habitação popular construída com subsídio federal, refletindo o esforço do governo em reduzir o déficit habitacional entre famílias de baixa renda.
Unidades financiadas
Valor de subsídio (OGU/FGTS)
Valor de financiamento
Tendência
Fonte: Ministério das Cidades