Indicadores Municipais
PIB per capita · Renda · Desigualdade · Emprego · Empresas · Bolsa Família
O cenário econômico de Porto Velho é marcado por uma forte contradição entre a geração de riqueza agregada e a distribuição de renda. O PIB per capita saltou de R$ 21.319,08 em 2010 para expressivos R$ 55.170,11 em 2023, acompanhado por uma impressionante duplicação no número de empresas ativas, que ultrapassou 22 mil no mesmo período — um movimento que sugere tanto o dinamismo do empreendedorismo local quanto a formalização de micronegócios. No entanto, o rendimento médio mensal registrou uma leve retração, passando de 3,3 salários mínimos em 2022 para 3,1 em 2023. O mercado de trabalho formal, monitorado pelo saldo de admissões e demissões, demonstra resiliência com contratações líquidas positivas na maior parte dos meses entre 2020 e 2026, embora sofra com a tradicional desaceleração sazonal de fim de ano. A grande fragilidade reside na dependência do Bolsa Família: a partir de 2023, o programa registrou um salto dramático, passando a atender mais de 130 mil beneficiários mensais com transferências que superam R$ 33 milhões ao mês. Esse fenômeno revela uma economia dual, onde a expansão dos setores corporativo e de serviços coexiste com uma parcela expressiva da população em situação de vulnerabilidade e dependente de suporte estatal direto.
O PIB per capita é o Produto Interno Bruto do município dividido pela sua população. Mede a riqueza econômica média gerada localmente por habitante, em reais. É um indicador de prosperidade econômica, embora não reflita a distribuição de renda entre a população.
Entre 2010 e 2023, Porto Velho registrou crescimento de 159% — de R$21.319 para R$55.170.
Tendência
Fonte: IBGE
O coeficiente de Gini mede a concentração de renda em uma escala de 0 a 1: 0 representa igualdade total e 1 representa desigualdade máxima. No Brasil, valores acima de 0,50 indicam alta desigualdade. É o principal indicador de distribuição de renda do município.
Média Brasil
0.393
Diferença
+19.6%
Tendência
Fonte: IBGE / PNUD
O rendimento médio mensal dos trabalhadores formais, expresso em salários mínimos. Reflete o poder de compra da força de trabalho local e serve como indicador da qualidade dos empregos formais disponíveis no município. Calculado a partir dos dados do Censo e RAIS/IBGE.
Entre 2022 e 2023, Porto Velho registrou queda de 6% — de 3,3 para 3,1.
Tendência
Fonte: IBGE
Número de novas admissões no mercado de trabalho formal registradas mensalmente no CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Junto com as demissões, indica a dinâmica do mercado de trabalho local e os movimentos de geração de emprego.
Tendência
Número total de empresas com registro ativo no município segundo o IBGE/CEMPRE. Indica o nível de atividade econômica formal e a capacidade local de geração de empregos. Municípios com mais empresas tendem a ter maior diversificação econômica.
Entre 2008 e 2023, Porto Velho registrou crescimento de 186% — de 7.960 para 22.778.
Tendência
Fonte: IBGE / CEMPRE
Total de pessoas beneficiárias do Programa Bolsa Família, o principal programa de transferência de renda do Brasil. Indica o nível de vulnerabilidade socioeconômica local. Municípios com alta proporção de beneficiários em relação à população têm maior dependência de políticas sociais.
Pessoas beneficiárias
Valor total transferido
Tendência
Fonte: Governo Federal
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