Indicadores Municipais
Mortalidade · Leitos · Profissionais · Saneamento
O setor de saúde em Porto Velho tem recebido investimentos consistentes, com a aplicação de recursos próprios municipais frequentemente situada acima de 21% a 25% do orçamento, superando com folga o limite constitucional. Esse aporte financeiro reflete-se no aumento contínuo da densidade de profissionais de saúde: a taxa de médicos por mil habitantes mais que dobrou entre 2010 e 2025, alcançando 4,07, acompanhada pelo crescimento na taxa de enfermeiros e pela expansão de leitos, especialmente no sistema público (SUS). Apesar desse fortalecimento da infraestrutura clínica, a taxa de mortalidade infantil apresenta uma resistência preocupante em declinar, flutuando na casa dos 13 a 15 óbitos por mil nascidos vivos na última década, com um pico atípico de 17,61 em 2020. Essa desconexão sugere que a ampliação do atendimento médico hospitalar, embora crucial, não é suficiente para neutralizar os impactos negativos de determinantes sociais e ambientais de saúde que ainda afetam as famílias mais vulneráveis.
A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.
Entre 2006 e 2023, Porto Velho registrou queda de 40% — de 22,77 para 13,55.
Tendência
Fonte: IBGE
Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.
Leitos SUS — Cobertura adequada (OMS: 300+)
Leitos não-SUS (rede privada)
Tendência
Fonte: IEPS / DATASUS
Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.
Médicos
Entre 2010 e 2025, Porto Velho registrou crescimento de 142% — de 1,68 para 4,07.
Tendência
Enfermeiros
Fonte: DATASUS / IEPS
Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.
Entre 2010 e 2025, Porto Velho registrou crescimento de 36% — de 43,4% para 59,01%.
Tendência
Fonte: IEPS
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