Painel das Cidades

Indicadores Municipais

Saúde em Porto Velho

Mortalidade · Leitos · Profissionais · Saneamento

Gerado por IA·Revisado por Painel das Cidades· 27/05/2026

O setor de saúde em Porto Velho tem recebido investimentos consistentes, com a aplicação de recursos próprios municipais frequentemente situada acima de 21% a 25% do orçamento, superando com folga o limite constitucional. Esse aporte financeiro reflete-se no aumento contínuo da densidade de profissionais de saúde: a taxa de médicos por mil habitantes mais que dobrou entre 2010 e 2025, alcançando 4,07, acompanhada pelo crescimento na taxa de enfermeiros e pela expansão de leitos, especialmente no sistema público (SUS). Apesar desse fortalecimento da infraestrutura clínica, a taxa de mortalidade infantil apresenta uma resistência preocupante em declinar, flutuando na casa dos 13 a 15 óbitos por mil nascidos vivos na última década, com um pico atípico de 17,61 em 2020. Essa desconexão sugere que a ampliação do atendimento médico hospitalar, embora crucial, não é suficiente para neutralizar os impactos negativos de determinantes sociais e ambientais de saúde que ainda afetam as famílias mais vulneráveis.

Mortalidade infantil
Fonte
IBGE — Registro Civil

A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.

Entre 2006 e 2023, Porto Velho registrou queda de 40% — de 22,77 para 13,55.

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Tendência

A mortalidade infantil em Porto Velho está alinhada à média nacional. O gráfico mostra a evolução desse indicador ao longo dos anos, que tende a cair com melhorias no saneamento e na atenção básica.

Fonte: IBGE

Leitos hospitalares (por 100.000 hab.)
Fonte
DATASUS / IEPS

Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.

Leitos SUS — Cobertura adequada (OMS: 300+)

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Leitos não-SUS (rede privada)

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Tendência

A disponibilidade de leitos hospitalares é um indicador crítico da capacidade do sistema de saúde local. Porto Velho conta com 329 leitos SUS por 100.000 habitantes e 121 leitos privados. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100.000 hab. para um sistema de saúde adequado.

Fonte: IEPS / DATASUS

Profissionais de saúde (por 1.000 hab.)
Fonte
DATASUS / IEPS

Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.

Médicos

Entre 2010 e 2025, Porto Velho registrou crescimento de 142% — de 1,68 para 4,07.

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Tendência

Com 4,07 médicos por 1.000 habitantes, Porto Velho atende à recomendação do Conselho Federal de Medicina (CFM) de ao menos 2 médicos/1.000 hab. Esse nível de cobertura favorece o acesso da população ao atendimento médico.

Enfermeiros

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Fonte: DATASUS / IEPS

Saneamento básico
Fonte
IEPS

Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.

Entre 2010 e 2025, Porto Velho registrou crescimento de 36% — de 43,4% para 59,01%.

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Tendência

59,01% dos domicílios de Porto Velho têm acesso adequado ao saneamento básico. O gráfico mostra a evolução dessa cobertura — melhorias nesse índice têm impacto direto na saúde pública.

Fonte: IEPS