No âmbito da saúde, Arco-Íris lida com as limitações típicas de municípios de pequeno porte que dependem de pactuações regionais. A ausência total de leitos hospitalares (tanto SUS quanto privados) indica que qualquer atendimento de média ou alta complexidade exige o deslocamento de pacientes para polos regionais. Apesar dessa dependência externa, a atenção básica recebe investimentos significativos, com a prefeitura aplicando frequentemente mais de 20% de suas receitas próprias no setor e mantendo uma cobertura razoável de médicos e enfermeiros (cerca de 1 a 1,4 profissionais por mil habitantes). Todavia, a volatilidade histórica nas taxas de mortalidade infantil — que registrou picos alarmantes como 52,63 por mil nascidos vivos em 2018 — acende um alerta sobre a sensibilidade do sistema de saúde local a oscilações estatísticas e a necessidade de um acompanhamento pré-natal e neonatal mais rigoroso e constante.
A taxa de mortalidade infantil mede os óbitos de crianças com menos de 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos. A OMS considera taxas abaixo de 10 como baixas e acima de 30 como altas. É um dos indicadores mais sensíveis das condições de saúde, saneamento básico, nutrição e acesso a cuidados médicos.
Entre 2006 e 2018, Arco-Íris registrou queda de 39% — de 86,96 para 52,63.
Tendência
Fonte: IBGE
Número de leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde por 100 mil habitantes. A OMS recomenda ao menos 300 leitos por 100 mil para um sistema de saúde adequado. Inclui leitos cirúrgicos, clínicos, obstétricos, pediátricos e de UTI da rede pública.
Leitos SUS — Cobertura crítica
Leitos não-SUS (rede privada)
Tendência
Fonte: IEPS / DATASUS
Número de médicos por 1.000 habitantes. O Conselho Federal de Medicina recomenda ao menos 2 médicos por 1.000 habitantes para atendimento adequado. A má distribuição de médicos é um dos principais desafios da saúde pública brasileira.
Médicos
Entre 2010 e 2025, Arco-Íris registrou crescimento de 42% — de 1,01 para 1,44.
Tendência
Enfermeiros
Fonte: DATASUS / IEPS
Percentual de domicílios com acesso adequado a abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário. Diretamente relacionado à saúde pública - municípios com baixa cobertura apresentam maiores taxas de doenças de veiculação hídrica e mortalidade infantil.
Entre 2010 e 2025, Arco-Íris registrou crescimento de 47% — de 67,5% para 99,32%.
Tendência
Fonte: IEPS
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